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Construindo com Container Marítimo - Empilhamento

Um erro comum é pensar que contêineres podem ser utilizados na arquitetura da mesma forma que são vistos empilhados em portos e navios cargueiros. Na construção civil existem regras estruturais a serem seguidas. Em uma sobreposição, principalmente em prédios de contêineres, reforços precisam ser feitos e o projeto deve estar de acordo com as normas locais.

1. SOBRE A ESTRUTURA

O fato do contêiner ter uma construção robusta não significa que o mesmo é forte o suficiente para ser empilhado de qualquer forma,  ainda mais quando cortados e modificados. Por este motivo, observe que alguns projetos de design disponíveis por aí são apenas “desenhos” sugestivos e criativos do uso do contêiner, mas para serem realistas e executáveis, necessitam de um estrutural bem definido e isto só é possível com o auxílio de um bom arquiteto e/ ou engenheiro.

Ocorre também, de profissionais dizerem que tal projeto em contêiner não é possível de ser executado, na realidade, em outras palavras eles estão dizendo que não entendem nada da estrutura metálica de um contêiner e muito menos do que é preciso para adaptá-lo e deixá-lo seguro e pronto para ser aprovado em um órgão público. A dica é: somente contrate profissionais dispostos ao desafio e/ ou com experiência. Costumo dizer que "O contêiner não é curiosidade, é realidade". A construção utilizando contêineres, sejam usados ou novos, já demonstraram sua eficiência mundo afora, desde pequenos a grandes projetos e o Brasil tem aprendido, ainda que em projetos de escalas e complexidades menores. 


O contêiner não é uma lata velha enferrujada. É uma estrutura extremamente segura em aço pré-fabricado, forte e uniforme. Basta o profissional entender as especificações de cada componente e confiar nesta tecnologia.

2. MODIFICAÇÕES

Quando o container sofre pequenas modificações, não significativas, provavelmente não irá perder sua força estrutural. Mesmo em construções maiores, envolvendo diversos containers, sua força individual não altera substancialmente. Certamente que retiradas de paredes podem solicitar reforços estruturais, principalmente quando ocorrem empilhamentos.

Como comentado no artigo "Transportando sua Casa Container ou Movimentando o Container" deve-se ter cuidado com o transporte de containers cortados (corte das aberturas, por exemplo), caso seja muito distante, o vento que entra pode romper partes do container. Sendo assim, reforços e proteções devem ser realizados. Quando a distância é muito grande, opte por cortes locais. 

Uma das dúvidas existentes por aí é "Posso enterrar um container?" A resposta mais provável é: Não! Seja para fazer uma adega, um bunker ou sala de segurança ou ainda uma piscina (apenas citando alguns exemplos). A primeira questão é que, apesar do container possuir um aço de excelente qualidade, ainda assim, em determinadas condições ocorrerá um aceleramento da corrosão. A segunda é que o container foi projetado para suportar peso nos postes e uma determinada quantidade de peso (pressão da corrente de vento) nas laterais, fundo e teto mas não toneladas de terra ou água, no caso de uma piscina, pressionando a chaparia corrugada.

Sendo assim, nossa indicação é: não enterre containers! Uma opção que tem um custo alto, porém seguro, é fazer muros de contenção de concreto e muitos vergalhões e depois inserir o container (reforçado com tubos metálicos) e preencher as laterais com cascalho ou areia, por exemplo. Ainda assim, um excelente tratamento externo anti-corrosão deverá ser realizado, mas não fugirá de manutenções futuras, com direito a novo tratamento a cada cinco ou dez anos. Deve-se levar em conta que uma piscina utilizando um container de 40 pés, tem uma capacidade de aproximadamente 40 mil litros de água (é bastante peso). Cada projeto tem sua característica e somente um engenheiro estrutural poderá fornecer o projeto correto a ser seguido. 

3. CONEXÕES E EMPILHAMENTOS

De modo geral, unir ou conectar contêineres não é uma tarefa difícil. Se o uso for permanente, o mesmo será soldado firmemente em todas as extremidades, laterais, inferior e superior. Se temporário, pode-se optar por um uso menor de solda, sistemas de conexão e/ ou parafusos. Os sistemas temporários de conexão e de trava mais comuns são:

  • Bridge Fitting (ponte de montagem) – para unir contêineres pelo topo.
  • Twist Locks (travas de torção) – para unir pelas laterais e pelo meio.
  • Raised Deck (convés) – pode ser soldada em uma base e daí utiliza-se o sistema twist para fixar o contêiner. 

Lembrando que projetos permanentes não utilizam estes recursos. Na construção permanente são soldados os cantos ou conforme orientação do profissional. A ponte de montagem pode ser utilizada no processo, no entanto, depois de soldado, pode ser removida.


O empilhamento de containers deve ser feito por pessoas experientes e com equipamento apropriado. Se o local onde for realizado a instalação tiver disponível empilhadeira, utilize apenas para mover containers no primeiro piso. Para níveis superiores, utilize um guindaste, muito mais seguro e eficiente. Após empilhados, o processo de fixação, seja com solda ou com conectores, deve ser realizado imediatamente.

4. ESPECIFICAÇÕES ESTRUTURAIS BÁSICAS

  • Telhado, carga uniforme: ~ 1500 Kg/ m²
  • Postes: 24 toneladas
  • Paredes do fundo (menores): ~ 1800 Kg/ m²
  • Paredes laterais (maiores): ~ 1200 Kg/ m²
  • Ponto de ruptura na base/ cisalhamento (lateral menor) – 7,6 toneladas
  • Ponto de ruptura na base/ cisalhamento (lateral maior) – 15,2 toneladas
  • Piso, carga uniforme: ~ 500 Kg/ m²

Fique ligado no Container SA que daremos diversas dicas para você iniciar seu projeto com container.

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