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O Container e Sua Aplicação na Logística e na Arquitetura

O container em si é um recipiente de metal, de grandes dimensões, destinado ao acondicionamento e transporte de carga em navios, trens etc. É também conhecido como cofre de carga, pois é dotado de dispositivos de segurança previstos por legislações nacionais e por convenções internacionais. Tem como característica principal constituir uma unidade de carga independente, com dimensões padrão em medidas inglesas (pés). A unidade base geralmente considerada é o TEU (em inglês: twenty feet equivalent unit).

O primeiro container foi criado em 1937, nos Estados Unidos, pelo jovem Malcom McLean, dono de uma pequena transportadora que mais tarde originou a gigante multinacional Maersk.

Definição resumida de container segundo a Wikipédia.

Os fabricantes de contêineres produzem para empresas de transporte e locadores. A maioria das grandes empresas de navegação e leasing tem sua frota produzida na China, onde cerca de 90% dos contêineres são produzidos. A CIMC é o maior produtor de contêineres, uma empresa do governo chinês. Em função de alguns problemas de qualidade, empresas como Maersk e Hanjin, desenvolveram fábricas próprias na China. Outros lugares que produzem é Tailândia e Europa.

Algumas empresas preferem especificar seus próprios reforços, pisos, tintas, revestimentos e projetos de corrugado procurando um menor desgaste e maior vida aos equipamentos, mas tudo isto sem deixar de atender as normas ISO e IMO. Algumas empresas são: K-Line, Hanjin, Zim, Maersk, Evergreen, Hyundai, Cosco, OOCL, CAI, etc.


A arquitetura com contêiner é uma forma de arquitetura que usa equipamentos de acondicionamento e transporte intermodal, como elemento estrutural, devido à sua força intrínseca, disponibilidade (desuso) e custo relativamente baixo.

Não se tem dados oficiais do primeiro projeto real com esta arquitetura, no entanto, existe um registro histórico de uma patente americana, número 4.854.094 de 1987, em nome de Phillip C. Clark, na qual reivindica a invenção de um 'método de converter um ou mais contêineres de aço em habitações, uso em canteiros de obra ou qualquer outro produto derivado deste método'. Em 1989 a patente foi concedida.

Sou questionado por algumas pessoas se "tal empresa" do mercado patenteou o conceito de "loja em container". Obviamente que se alguém tentou e o INPI entrou nessa, deve ser acionado os órgãos competentes para impugnar qualquer absurdo relacionado. As lojas em container não são uma novidade, já existem a dezenas de anos em diversos países. A patente do Sr. Phillip Clark já caiu em domínio público. Não se pode inventar uma coisa que já está mais do que inventada! O que já foi "novidade" em um país, se caracteriza como item não patenteável, porque já não é mais novidade! Uma marca sim poderia ser patenteável, mas ainda sim não poderia ser proprietária de um termo de uso comum: loja ou container ou os termos em conjunto para determinar alguma prática de comércio.

Definição resumida de container na arquitetura segundo a Wikipédia. Em azul, comentários da Container SA.

Nos últimos dez anos, nos Estados Unidos, por exemplo, as construções modulares na qual o container está incluso, foi o sistema de construção para habitação e armazenagem que mais cresceu. A chamada construção "verde" está crescendo duas vezes mais que a construção convencional. Empreiteiros e arquitetos, que estão se reinventando, são aqueles que estão investindo neste conceito de construção.

Algumas pessoas desinformadas, por terem visto um contêiner velho e enferrujado em algum lugar, seja pessoalmente ou até em algum filme, rotulam o mesmo como algo descartável e facilmente degradável. Na realidade, existem containers nesta condição, mas seu estado é devido ao abandono e descuido. Não seria diferente para uma casa de madeira ou alvenaria desprovida de cuidados e manutenção. 

Com o advento da sustentabilidade está se tornando comum  módulos de contêiner serem anexados às construções já existentes. Possibilitando um novo design, charme e até valorização do imóvel. As construções híbridas serão uma realidade. Se existem carros nesta condição, porque não casas? Um facilitador deste conceito seria o incentivo através de linhas de crédito e de financiamento para este tipo de empreendimento.

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